Beatriz Brito
O meu mar é uma instalação têxtil representativa de um lugar especial no mar, um lugar específico mas sem barreiras, que se torna lugar só por si, através das suas características próprias, composto por cinco painéis verticais, faz nos mergulhar em pensamento pelas suas transparências, é um lugar a ser atravessado pela vida humana mas nunca habitado, sendo essa a sua própria essência.
O meu mar, 2021

Daniela Pedro
O meu trabalho possui dois planos. O primeiro plano é um tecido tingido e estampado a azul. Eu tingi com corantes naturais, com cove e mirtilos para dar uma cor azulada ao tecido. De seguida estampei-o com um esponja. O segundo plano é uma tecelagem. Para a tecelagem decidi usar diversos materiais, como rafia, cortiça, pequenos troncos de árvore e diversos fios, para se aproximar mais ao natural. Esta instalação retrata os três elementos da história que eu escrevi, que tem a ver com o nosso tema do ano, os gestos vitais.
A Floresta, 2021
160 x 44

Hana Pagaimo
A minha instalação representa a dor e destruição passada pelas pessoas que passaram pelo Massacre de Srebrenica. Assim a minha obra tem 11 painéis, que remete ao dia 11 de julho de 1995 que foi o dia que começou o massacre, 10 dos quais foram usadas a técnica de estamparia, para estampar a montanha que envolve a cidade e em que muitos homens perderam a vida a tentar escapar, e técnicas de tapeçaria e fada de lar para criar pequenos detalhes. O último painel representa a destruição da vila, assim usei tinta da china, pastel de óleo e guache diretamente no tecido.

Joana Canhoto
Este peça é composta por uma tapeçaria com três elementos (base, meio e topo) e dois tecidos, tarlatana e algodão, ambos tingidos com murex (caracol marinho de onde é extraida uma cor roxa vibrante).
A peça representa o crescimento pessoal, ascensão e o mundo espiritual, daí os elementos terem uma leitura debaixo para cima e representarem elementos de grande força espiritual juntamente com ambos os tecidos tingidos com uma certa transparência.
Lila, 2021
80 x 70 cm

Joana Cayolla
Todo este conjunto (4 tecidos e 2 peças tridimensionais) foi inspirado nos padrões geométricos e matemáticos que se repetem infinitamente na natureza e até mesmo no corpo humano (em conchas, vasos sanguíneos, plantas, flocos-de-neve), os Fractais, também conhecidos como “A impressão digital de Deus” ou “Ordem no caos”.
Uma das peças foi realizada com a técnica de string art (Madeira, pregos e fios) através de uma sequência matemática que criou uma mandala fractal. Sendo chamada “Teia Fractalica”.
A segunda peça foi feita com tecido, cola e tinta. Inspirada numa planta fractal, esta representa a pinha, uma das formas mais encontradas na natureza sendo considerada um elemento sagrado no hermetismo e religiões, representa o mais alto grau de iluminação espiritual possível.
Os tecidos foram tingidos e depois estampados com uma “Flor Fractal” de forma a criar uma sequência que estivesse em harmonia com o tingimento e representasse os padrões escondidos na natureza.

Lara Mendes
Este trabalho têxtil é composto por quatro tecidos envolventes, e três centrais, tornando-se assim numa instalação. Os tecidos envolventes foram tingidos com corantes naturais (café e cascas de cebola) e estampados com redes. Os tecidos centrais são compostos por uma tecelagem e duas tarlatanas (tipo de rede) deformadas e pintadas. Este trabalho representa a passagem do tempo à nossa volta, as memórias que este nos deixa, e o desgaste que este nos traz. A forma circular da instalação remete para um carrocel, símbolo do passado (infância) e para um labirinto infinito que anda à roda, assim como os observadores poderão divagar à volta da instalação.

Rafaela Gonçalves
Esta obra gira em torno da entrega à natureza através da relação corpo/espaço. Seguindo esta linha de pensamento a peça traduz-se no papel que a natureza exerce como mediadora espiritual a partir de um objeto têxtil com seis teias, cinco delas tecidas, e dois envolvimentos que representam os oito Sabbats que existem na Roda do ano
natur ysbrydol, 2021
215 x 165 cm
Fios de Lã, Lã em rama, Fio de lã tingida com ferrugem, Fios de algodão, Fio de Polyester, Cisal

Teresa Morgado

Quatro faixas de pano cru (três densidades diferentes) tingidas com café, trabalhadas com
água e farinha, bordadas com fios de algodão verde, cor-de-rosa, cor de laranja, amarelo,
castanho e vermelho, cosidas a uma cana.
Reserva Natural, pintura, 2021
119,5 x 78,5cm

Teresa Morgado
Pano cru tingido com café, trabalhado com água e farinha, bordado com fios de algodão
verde, cor-de-rosa, cor de laranja, amarelo, castanho e vermelho, estruturado por dois arcos
de 85 cm.
Peça têxtil criada a partir do conceito da passagem do tempo. É resultado da escrita das
minhas preocupações e angústias em relação a uma fase da minha vida, o secundário,
estar a terminar.
Decidi representar este tempo através de duas paixões, a natureza e o bordado.
A pintura têxtil, foi pensada para desenvolver em casa, devido ao confinamento que
começou em janeiro e terminou em abril.
Mais tarde percebi que seria possível desenvolver um objeto maior, mesmo estando em
casa, surgiu então a escultura que tem como base os mesmos conceitos e pensamentos,
mas esta tem a particularidade de ser uma escala grande e, nesta peça, trabalho o conceito
de escultura habitada. Por isso, deixei uma abertura na minha escultura que permite a
habitar dentro dela e, desta forma, criei o meu lugar, quase que um refúgio de todas as
memórias dos meus últimos anos na António Arroio.
Reserva Natural, escultura, 2021
189 X 271 cm
Vasco Magalhães-Carneiro

Nunca sei o que fazer com os braços... , 2021
Pano cru de algodão, tecido de linho branco, tinta vermelha, fios de algodão e viscose
98x77cm , 103x85cm, 100x85cm
A minha obra é uma instalação composta por 3 tecidos que formam um triângulo. Comecei por construir uma história imaginando-me num lugar. Nela falo das sombras das árvores projetadas no muro do jardim, na forma como vivo o meu corpo e da importância que a dança tem na minha vida. O que deu origem à frase “Nunca sei o que fazer com os braços …” que se encontra bordada num primeiro elemento e acompanha a minha silhueta a dançar. Num segundo elemento represento os 18 anos da minha vida a partir das fotografias que tirei às sombras das árvores de que falo na minha história. O terceiro tecido tem um cetim em tons de vermelho com uma faixa cor de rosa. É este terceiro elemento que dá à obra a forma de triângulo, uma alusão ao triângulo Gay.

